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"Como funciona esse remédio?" EP. 3: Medicamentos para hipercolesterolemia

O terceiro e penúltimo post desta temporada do “Como funciona esse remédio” é sobre os fármacos utilizados no tratamento contra a hipercolesterolemia, popularmente conhecido como colesterol alto. Os posts anteriores foram sobre os medicamentos utilizados para o tratamento da diabetes (clique aqui) e hipertensão arterial (clique aqui). 

Vamos ao tema de hoje: Hipercolesterolemia! Antes de mais nada, vamos entender sobre o que se trata essa doença? 


O que é a hipercolesterolemia?

A hipercolesterolemia nada mais é do que o aumento nos níveis de colesterol no sangue, composto por gorduras. Como você deve saber, basicamente existem dois tipos de colesterol: o HDL (High Density Lipoprotein, em inglês, que significa lipoproteínas de alta densidade) e o LDL (Low Density Lipoprotein, lipoproteína de baixa densidade), os quais são chamados pela população como “colesterol bom e ruim”, respectivamente.


Células

Essa classificação em bom e ruim é devido ao HDL possuir um papel protetor e de remoção das placas de gordura dos vasos sanguíneos, enquanto o LDL é responsável por causar placas de ateroma, depósitos de gordura que entopem as paredes dos vasos sanguíneos e estão intimamente relacionadas a doenças cardiovasculares (EINSTEIN BR).


As causas do aumento da hipercolesterolemia podem ser variadas e, inclusive, relacionadas a outras doenças. Um exemplo é o hipotireoidismo, que afeta a produção de hormônios do organismo e desestabiliza o mecanismo de regulação dos níveis de colesterol no sangue. Em outros casos, pode haver relação com o uso de medicações e, principalmente, com fatores ambientais e hereditários.


Sintomas

A hipercolesterolemia é, durante a maior parte do tempo, assintomática, sendo detectável apenas por exames de sangue. Entretanto, com o passar dos anos, o acúmulo de gordura pode levar à formação de grandes placas de gordura (ateroma) nos vasos sanguíneos e, consequentemente, à ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC), dor nas pernas ao caminhar, perda de sensibilidade nos pés, infarto do miocárdio e infarto fulminante.

hipercolesterolemia

Tratamentos

A boa notícia é que o tratamento é relativamente simples e possibilita o controle dos níveis de colesterol a longo prazo, quando bem executado. Como de praxe, inclui a mudança de hábitos alimentares, prática regular de exercício físico (que diminui o colesterol “ruim” e aumenta o “bom”) e, quando necessário, uso de medicações. É sobre elas que falaremos agora.


Estatinas

Utilizadas principalmente para reduzir os níveis de LDL, as estatinas também acabam por diminuir o colesterol total e os triglicerídeos, diminuindo as afetações por como acidente vascular encefálico e infarto agudo do miocárdio. Também são responsáveis por reduzir e prevenir lesões causadas pelo aumento do colesterol e da glicose (HOSPITAL DE CARIDADE).


  • a) Rosuvastatina

A Rosuvastatina Cálcica é indicada para casos nos quais a resposta à dieta e aos exercícios físicos não é satisfatória. Seus benefícios incluem a redução dos níveis de colesterol LDL, colesterol total e triglicerídeos, aumento dos níveis de HDL e retardamento ou redução da progressão de aterosclerose.


A atuação da Rosuvastatina é baseada na inibição de uma importante enzima para a produção de colesterol pelo próprio organismo, a HMG-CoA redutase. A proteção vascular oferecida por esse fármaco é o seu principal diferencial.


  • b) Sinvastatina

Assim como a Rosuvastatina, a Sinvastatina também atua a partir da inibição da coenzima HMG-CoA redutase, reduzindo a produção de colesterol no fígado e, assim, os níveis de colesterol total do sangue.

Todavia, a potência da Sinvastatina é menor quando comparada à Rosuvastatina Dessa forma, as doses desses medicamentos não são equivalentes. Fique atento: se o médico lhe prescreveu 10 mg de Rosuvastatina, você jamais poderá fazer a substituição por 10 mg de Sinvastatina.


Outras diferenças importantes: A Rosuvastatina apresenta menores efeitos colaterais e pode ser ingerida a qualquer hora do dia, enquanto a Sinvastatina deve, necessariamente, ser ingerida à noite e pode apresentar maiores efeitos colaterais ao paciente. A Sinvastatina é contraindicada para crianças.


  • c) Atorvastatina

A Atorvastatina possui ação similar aos outros dois medicamentos. No entanto, ao contrário da Sinvastatina, que possui ação mais curta, a Atorvastatina tem um período de ação mais longo, em torno de 14 horas. Por isso, ela pode ser ingerida durante o dia.


Além disso, ela pode ser administrada em pacientes pediátricos a partir de 10 anos, que possuem alterações nos níveis de colesterol.

Remédio

  • d) Pravastatina

A Pravastatina Sódica foi identificada pela primeira vez em uma bactéria chamada Nocardia autotrophica, que também atua como inibidora da coenzima HMG-CoA redutase. Assim como a Sinvastatina, possui ação intermediária na redução dos níveis de colesterol.


Ezetimiba

Já a classe de fármacos conhecidos como Ezetimiba possui uma ação que reduz os níveis de colesterol do sangue a partir da redução de sua absorção pelo intestino, e não mais por sua produção no fígado.


Quando administrado junto a outras medicações, como as listadas acima, a Ezetimiba amplia o efeito redutor do colesterol. Em relação ao uso pediátrico, essa medicação é indicada para pacientes acima de 6 anos.


Orientações gerais

Assim como a diabetes, o tratamento medicamentoso para hipercolesterolemia deve ser sempre acompanhado de mudanças nos hábitos, alimentação adequada, redução da ingestão de gorduras e prática de atividades físicas regular.


Dessa forma, a condição pode ser tratada, entrar em estabilidade e, em alguns casos, até mesmo ser curada.


É essencial que o paciente realize acompanhamento individual com um médico de confiança e os exames solicitados, a fim de monitorar os níveis de colesterol e possibilitar intervenções para sua boa manutenção.


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Referências:









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